Se tinha dúvidas que 2014 começou mal para o meu lado, este segundo dia do ano deu-me a confirmação. Faz hoje 7 anos que a minha avó morreu e é impossível conseguir ultrapassar isso. Pela primeira vez neste ano passei o dia a chorar desalmadamente por alguém que sei que nunca mais terei de volta. Custa pensar que ela me vê a todo o instante e eu não a consigo ver, apenas sentir e só de vez em quando. Às vezes gostava de ter uma resposta dela quando lhe desabafo todas as minhas angústias e medos. Na verdade, ela partiu e só deixou saudade, memórias que queria voltar a repetir. Tornei-me mais fria, tornei-me mais insensível depois de tudo o que assisti e tudo o que a vi passar até ao seu derradeiro dia. A altura dela chegou tão cedo e por vezes pergunto-me se não podia ter feito nada que impedisse o que aconteceu. Por vezes dizem que se assim foi era porque estava destinado, mas foi uma partida tão... cruel. Tenho saudades dela todos os dias da minha vida, amo-a com todo o meu coração.
Para não bastar tudo isto, ainda discuti com o P. e para não o deixar 'mal' e para não descarregar nele, decidi afastar-me. Não gosto de me sentir uma pedra no sapato de ninguém, não gosto de implorar nada a ninguém. Nesta altura, é difícil passar os dias e ele sabe-lo bem. Esperava muito mais dele, esperava mais atenção, pelo menos agora.
Por fim, e porque como se diz, nem tudo é mau, apesar de fazer anos este dia 4, amanhã já começa a festa. Vou jantar com a M. e o J. e depois vou com eles para o FX onde a L. e a R. vão lá estar (afinal sempre conseguiram estar presentes), ou seja, o objectivo disto tudo é passar a meia-noite com eles para cantarmos os parabéns a mim e aos meus sagrados 19 anos.
Que o amanhã seja melhor que o hoje.
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Catarina. 20

