Já passa das 21 horas. O céu durante o dia esteve azul, o sol a brilhar, os pássaros cantaram. Um dia normal. Mas já está de noite e… O sol já não brilha lá fora para minha felicidade. Agora no lugar de um brilho ofuscante, no lugar de um céu azul e limpo, instalou-se uma noite escura. Já não me sinto tão só. Agora, para além da escuridão da minha alma, vê-se o escuro lá fora. É como se a minha alma tivesse saído à rua, mostrar-se a toda a gente. Não há estrelas no céu. Apenas uma. A minha estrela guia. A mais brilhante de todas. Está sempre ali, no mesmo sítio de sempre a brilhar para mim… Só para mim. É a ela que conto todos os meus desejos e segredos, é a ela que conto os meus dias. Hoje não foi excepção…
“Estrelinha... Estou aqui para te contar o meu dia, tal como faço sempre.
Hoje foi só mais um dia em que estive sozinha comigo mesma, em que o meu coração bateu dolorosamente, em que a nostalgia esteve sempre presente. Estes dias têm sido difíceis de suportar. Sinto-me sozinha e sem forças. Sinto falta de ti aqui. Queria ter a alegria de dizer que um dia vais voltar, mas não… Sei que no dia em que voltarmos a estar juntas, vou ser eu a ir ao teu encontro. Queria-te pedir desculpa por não ter conseguido livrar-te desse destino cruel que te levou de mim. Sei que neste momento de aflição estarias aqui a abraçar-me e apoiar-me mais do que ninguém, mas não consegui… Não fui forte o suficiente para impedi-lo…
Sei que voltaremos a estar juntas… Mas até lá, não deixes de brilhar para mim. Não deixes de me proteger. Olha por mim. Até amanhã. Um beijo com muito amor.”
Amo-te estrelinha…
"Agora que és um anjo, acolhe-me em tua asa."
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Catarina. 20


