Decidi partir… Não por covardia mas porque o meu corpo e a
minha mente já não aguentavam estar presos a algo que (pelo menos para ti) já
não tem importância. Decidi partir porque apercebi-me que mudaste e te tornaste
na pessoa que disseste que nunca irias ser. Tornaste-te numa pessoa que não
consigo nem quero estar. Será que entendes? Não preciso que entendas. Quando
precisei que percebesses e quando estava disposta a dar tudo ou quase tudo de
mim para recuperar o que havíamos perdido, simplesmente viraste as costas e
abriste mão de tudo aquilo que em anos construímos. Arrepender-me? Arrependo-me
e muito. Arrependo-me de me dar tanto às pessoas, tanto quanto me dei a ti. Fiz
tudo, tudo por ti. E quando o fiz não esperava que o retribuísses, não esperava
nada em troca. Mas prometeste-me tanto… E foram só promessas ditas ao sabor do
vento.
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Catarina. 20

