(...) É isso. Talvez quando a escolha que fiz me bater bem forte, quando me aperceber que já não queres saber mais de mim, quando der de conta que seguiste a tua vida sem mim, talvez sim, aí, seja tarde demais. Talvez só caia em mim quando te perder totalmente. Será? Será preciso chegar a tanto para voltar atrás? De momento não consigo. Não consigo voltar atrás, não consigo dar uma oportunidade a ti, a mim, a nós. Não me perguntes porquê, nem penses que há outro alguém. Sabes bem que desde que te tenho, nunca vi mais ninguém para além de ti. Apaixonei-me cegamente por ti. É bom? É. É muito bom. Foi muito bom, tudo aquilo que tivemos. Escolhi porque me apercebi que, podia fazer-te muito bem por momentos, mas o mal que te fazia era muito maior. Escolhi porque também atingi os meus limites e deixei de saber o certo e o errado. Escolhi porque perdi a noção do que significa perdoar. Só preciso de me recompor e respirar fundo. Uma, duas, três vezes. Deixar o meu coração tomar o seu lugar e juntar todos os bocadinhos que dele se partiram. Só preciso de acentar os pés no chão e organizar tudo o que tenho na minha cabeça em caixinhas e prateleiras. E aí, só aí, poderei ver o que está certo, o que devo fazer e talvez, o nosso futuro nós. E só espero, e espero mesmo, que não seja tarde demais. Porque embora digas que esperas por mim, sei que não hás-de esperar muito mais.
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Catarina. 20


