sentimentos

verbalizados
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Catarina. 20 ♥ Aqui podes encontrar a minha alma e os meus sentimentos escritos, ponho o coração nas mãos e deixo-o escrever livremente.


Porque nada dura para sempre e nós sabemos que o coração muda... E nós também. ♥
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Publicado a 29 de dezembro de 2010 às 16:21


Mãe, ao longo destes 15 anos nunca fui capaz de escrever nada para ti. Esta é a primeira vez que te escrevo um texto … porquê? Porque sinto a necessidade de te mostrar naquilo que te tornaste para mim todo este tempo e para te mostrar por palavras o quanto gosto de ti (…) nunca tivemos uma vida facilitada, nunca fomos pessoas que tivessem tudo aquilo que queriam, nunca fomos pessoas felizes. Sempre passamos por imensa coisa, desde grandes momentos até agressões físicas e psicológicas (não da nossa parte). Dizem que o amor é cego e eu acredito que na altura estavas assim (…) aquilo que sentias por ele era um amor cego, atreveria-me a dizer obcessivo, ao ponto de te rebaixares vezes sem conta, ao ponto de me deixares a sofrer, ao ponto de perdoares tudo, até as piores coisas do mundo! (…) sempre te disse: «mãe, não faças isto, ele não vai mudar!» mas parecia que quanto mais eu o dizia, pior era, e acabei mesmo por te virar as costas e a tratar-te da pior maneira possível, mas a dor era tanta, estava farta de sacrificar-me, estava farta de passar noites acordada a ouvir ele a gritar contigo, a ouvir ele a partir tudo aquilo que encontrava a frente (…) 
imagens ? são imensas e essas nunca me sairão da cabeça. Lembraste daquela noite em que ele estava de copo na mão, pronto a jogar? Sinceramente, se não tivesse chegado, não sei o que poderia ter acontecido (…) sofremos bastante, choramos bastante, fugimos vezes sem conta (…) mas chegou a altura que finalmente me ouviste e que consegui finalmente abrir-te os olhos e fazer-te ver que nem tu, nem eu nem NINGUÉM merecia aquilo porque estávamos a passar (…) não digo que não me custou a vossa separação, não digo que não chorei vezes sem conta com saudades dos momentos bons que passamos juntos (foram demasiado poucos, mas foram bons), não digo que não chorei com saudades de ouvir ele a ralhar comigo, mas a dor daquilo que ele nos tinha feito passar, tapava todos esses momentos e toda essa saudade e transformava-se em ódio (…)  hoje? Hoje orgulho-me imenso de ti, aliás sempre me orgulhei e sempre te achei uma guerreira e acima de tudo uma lutadora (…) mas hoje vejo em ti uma mulher que nunca antes tinha conhecido e agora sim consigo ver em ti, toda a tua felicidade, pena foi termos de passar pelo que passamos para abrires os olhos e veres que a tua felicidade não era ele (…) hoje finalmente somos livres, hoje finalmente somos felizes, hoje finalmente partilhamos momentos, hoje finalmente consigo contar contigo e falar sobre coisas que nunca antes tinha falado contigo, por medo que lhe fosses contar (…) desculpa todas as vezes que errei contigo, não sou a filha perfeita, mas sou assim, rabugenta, bruta, estúpida mas coisa que serei sempre é um ombro amigo para ti, e vou estar sempre aqui para ti, para o que der e vier, porque acima de mãe, considero-te a minha melhor amiga! Obrigada por tudo aquilo que já me ensinaste ao longo da minha vida porque foi e é graças a ti que sou a pessoa que sou hoje, obrigada por me perceberes, obrigada por todas as vezes que me viste chorar e me vieste perguntar o que tinha (mesmo daquelas vezes que não queria falar e tu chata estiveste sempre lá a insistir :c), obrigada por tudo. És a melhor pessoa do mundo, a melhor mãe do mundo, e de mim, ninguém te pode tirar, nada nem ninguém nos vai separar. Amo-te muito, melhor mãe do MUNDO!



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